O leite materno é um alimento completo: além de suprir toda a necessidade calórica, nutricional e metabólica do bebê, ele permite criar um vínculo com a mãe e gera sensação de conforto para a criança.
Quanto mais o bebê mamar, mais leite a mãe produzirá
Verdade. O estímulo é fundamental para a produção de leite materno. Quando o bebê começa a sugar, emite uma espécie de mensagem para o cérebro da mãe, que libera os hormônios responsáveis pela produção e condução do leite. O estímulo é tão importante que mesmo ordenhas manuais ou com bombas também ajudam na produção de mais leite.
O tipo de parto interfere na amamentação
Mito. Tanto mulheres que fizeram cesariana, quanto as que tiveram parto normal podem amamentar. O que pode influenciar, no caso de mães que estão sentindo muita dor – devido a problemas de cicatrização, por exemplo –, é que há uma demora maior na descida do leite para os seios. Mas, na maioria dos casos, entre o terceiro e quarto dia após o parto, a mulher já tem leite suficiente para amamentar o bebê normalmente.
O bebê que se alimenta exclusivamente pelo leite materno tem mais imunidade
Verdade. O leite materno possui anticorpos que propiciam imunidade para a criança contra doenças, até que o sistema imunológico esteja desenvolvido (em torno de seis meses), e que não podem ser replicados no leite artificial.
Mamadeira interfere no aleitamento
Verdade. A mamadeira causa na criança uma confusão de bicos: em um, ela tem que fazer muita força para extrair o leite (peito), em outro, é bem mais fácil e requer menos esforço (mamadeira). Por isso, há grandes chances da criança parar de mamar no peito, ainda nos primeiros 60 dias de vida. Além disso, mamadeiras e chupetas prejudicam a função motora-oral da criança, exercendo papel importante na síndrome do respirador bucal e problemas ortodônticos.
O leite materno pode ser fraco para nutrir o bebê
Mito. Não há leite materno fraco. O leite materno apresenta composição semelhante para todas as mulheres que amamentam e é o alimento ideal para o bebê, sendo recomendado até os dois anos de vida ou mais, sendo exclusivamente até o 6º mês de vida.
Amamentação precisa de horários rígidos
A amamentação não deve ter horários rígidos. O ideal é amamentar de acordo com a procura do bebê. Se a mãe estabelece horários rigorosos, enfraquece o instinto do bebê de saber quando ele tem fome ou sede, e isso atrapalha a produção de leite, assim como mamadas curtas. A livre demanda faz muita diferença ao longo de toda a amamentação.